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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Feios, Sujos e Malvados









 Título: Feios, Sujos e Malvados
Título Original: Brutti, Sporchi e Cattivi
Direção: Ettore Scola
Elenco: Nino Manfredi, Francesco Anniballi, Maria Bosco, Giselda Castrini, Alfredo D'Ippolito, Giancarlo Fanelli, Marina Fasoli, Ettore Garofolo, Marco Marsili e Franco Merli
Ano de Produção: 1976
Duração: 115 minutos
Colorido
Tipo de Diálogo: Adulto
Formato da Tela: Widescreen anamórfico 1.85:1
Gênero: Comédia
Faixa Etária: 18 anos
País de Produção: Itália 


Sinopse:
O filme narra a movimentada e tumultosa rotina
de uma extensa família miserável em uma favela italiana
cujo patriarca nutre uma patológica obsessão
pelo dinheiro proveniente de um seguro. A situação
se complica quando ele arranja uma parceira
para morar junto com a mulher e os filhos.


Crítica:
       Não sei se seria adequado classificar Feios, Sujos e Malvados
como uma comédia social. Ainda que todos os elementos
estejam lá, há algo de subversivo e transcendente que impede
que o enxerguemos como tal. Durante seus 100 minutos
somos inundados por uma torrente de imagens e situações
em que o riso brota naturalmente. Mas é um sorriso nervoso,
inquieto, desconfortável, quase desesperado. Ao mostrar a dura
realidade das favelas italianas (e por extensão a nossa realidade)
empregando a linguagem do caricato e absurdo
(por vezes quase surreal) Scola nos joga em situações
incômodas, coloca à nossa frente aquele espelho social
que frequentemente evitamos e o efeito é desconcertante.
       O negócio é rir para não chorar!!!
       A grande sacada do Scola foi conseguir criar e sustentar um tom
estranho e variável que oscila entre o hilário-fanfarrão e o
angustiante-desesperador, foi fazer um filme accessível,
"fácil" de assistir (para quem não se incomoda com humor
negro e grotesco é claro), que diverte e entretém durante sua
duração mas que ao mesmo tempo é profundo e incisivo.
Em meio ao espetáculo de bizarrerrie e grotesquerie o diretor
intercala momentos de um belíssimo realismo poético, conferindo
assim ao espectador um "refresco" cinemático.
       Feios, Sujos e Malvados é um ataque a mente e aos sentidos,
é aquele chute no saco que dói prá cacete, mas necessário.


por Ramon Bacelar em http://maquinariodanoite.blogspot.com

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

(Before the Rain, MAC/FRA/ING, 1994)

SINOPSE
 
Em meio aos conflitos étinicos-religiosos entre os Macedônios ortodoxos e mulçumanos Albaneses, Antes Da Chuva encontra três histórias: Em Palavras Kiril, um jovem monge vive em um monastério medieval isolado nas montanhas. Sua rotina é quebrada com a chegada de Zanira, uma menina albanesa, que é perseguida por um grupo que a acusa de ter matado um parente. Kiril a esconde sem o conhecimento dos superiores e é expulso do monastério.Em Rostos, Anne é editora de uma agência de fotos, em Londres. Ela se vê dividida entre dois homens: Nick, seu fiel marido e Aleksander, um exótico fotógrafo de guerra. Mas um incidente em um restaurante muda tragicamente sua vida.Em Imagens, Aleksander é um premiado fotógrafo que decide voltar para seu país, a Macedônia. Idealista, ele viaja e reencontra seus parentes. Presencia a intolerância, uma guerra fraticida e cruza o caminho de Kiril e Zamira.
 por Cecília Barroso



Drama
Direção: Milcho Manchevski
Elenco: Katrin Cartlidge, Rade Serbedzija, Grégoire Colin, Labina Mitevska, Jay Villiers, Silvija Stojanovska
Roteiro: Milcho Manchevski
Duração: 104 min.
Sinopse
 

Os Idiotas



 Sinopse: Um grupo de jovens intelectualizados decide viver como "idiotas" como forma de protesto à sociedade atual. Eles fazem isso invadindo o mundo real e fingindo-se de retardados mentais, com o objetivo de anarquizar os lugares por onde passam. O filme possui um teor que pode ser ofensivo a muitas pessoas, com cenas de sexo explícito, por exemplo.

(Idioterne, 1998)

• Direção: Lars von Trier
• Roteiro: Lars von Trier
• Gênero: Comédia/Drama
• Origem: Dinamarca/França/Suécia
• Duração: 117 minutos
• Tipo: Longa-metragem

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A excêntrica família de Antônia


Antonia acorda e sabe que este é seu último dia de vida. Contudo, ela não está abalada. Faria tudo como sempre, chamaria os amigos e parentes, fecharia os olhos e morreria com o sentimento de dever cumprido. Após essa breve apresentação, voltamos ao passado para acompanhar a vida da matriarca Antonia, narrada por sua bisneta. Assim começa A Excêntrica Família de Antonia (Antonia, Holanda-Bélgica-GB), premiado com o Oscar de melhor filme estrangeiro de 1996, produção peculiar e inspiradora que proporciona ao espectador sentimentos mistos de alegria, tristeza, satisfação e melancolia, retratando a vida de uma mulher espirituosa e independente, interpretada por Willeke van Ammelrooy que, no final da Segunda Guerra Mundial, vinte anos depois de partir, volta ao lugar onde nasceu, uma pequena vila no interior da Holanda, para começar uma nova vida com sua jovem filha Danielle (Els Dottermans).
de http://www.burburinho.com

 • Direção: Marleen Gorris
• Gênero: Comédia/Drama
• Origem: Bélgica/Holanda/Reino Unido
• Duração: 102 minutos
• Tipo: Longa-metragem

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A Pele




CRÍTICA - A PELE -  Diane Arbus (1923-1971) foi uma das mais importantes fotógrafas americanas. Retratista, tinha como alvo, o que a sociedade considerava fora dos padrões estéticos. Seus protagonistas viviam no gueto, á margem, e a preocupação de Diane era justamente retratar o que havia por trás da máscara que a pessoa ostentava. Suas dores, angústias e frustrações.
Antes de romper com as obrigações domesticas, era ajudante do marido, este sim um fotografo, de anúncios publicitários. Era uma espécie de assistente de produção e responsável pelo figurino que as modelos usavam nas fotos. Mãe de duas garotas e entediada com seu casamento (mulheres entediadas sempre rendem bons argumentos) decide começar a fotografar o misterioso vizinho do andar de cima.
Logo no inicio do filme o diretor Steven Shainberg (Secretária – 2003) avisa que se trata de uma história fictícia criada a partir da biografia da artista, escrita por Patrícia Bosworth. Tal informação o livra das cobranças de fazer um retrato fiel de Diane. Porém sua fantasiosa versão para o mundo da fotografa não agradou a crítica americana.
Creio que se você embarcar na história, poderá usufruir de um filme instigante, no meio de tanta obviedade nos cinemas. A Pele (Fur – 2006) é uma tentativa de sair da rotina, assim como sua protagonista.
Ao se envolver com o vizinho Lionel (Robert Downey Jr) que sofre de uma doença rara, que o faz ter pêlos por todo o corpo, Diane começa a ver beleza, onde normalmente não se veria. O contato dos dois, lembra o mesmo argumento do filme da Disney, A Bela e Fera. Só que o foco aqui é outro. Por trás daquele monte de pêlo, Diane ira descobrir (pasmem) uma pessoa. Não há feitiço, apenas uma doença que serve como metáfora para todos os pré-conceitos e estigmas que há na civilização.
Ver Diane tentando introduzir o amigo em seu ambiente familiar, mostra o quão a artista ficou seduzida pelo diferente. Acostumada á beleza óbvia das fotografias do marido, Diane vai para o outro extremo e procura o conceito de beleza, em lugares onde teoricamente não há o conceito do belo.
O filme é isso, uma viagem particular do diretor pelo universo – digamos – caótico de Diane. Há beleza no filme de Shainberg, em partes pela própria Nicole Kidman ou nas metáforas construídas no filme. É para ser “lido” nas entrelinhas. O fato do marido, deixar a barba crescer, para competir com o vizinho peludo, mostra a tentativa de salvar o casamento que se abalará com a ausência da mulher. Esta é apenas uma das sutilezas contidas no filme. Arrisque-se!
por Rodolfo Lima - Jornalista, ator e crítico de cinema
Duração: 119 minutos
Pais: EUA
Ano: 2007
Distribuidora: PlayArte
Diretor: Steven Shainberg
Produtor: William Pohlad , Laura Bickford , Bonnie Timmermann , Andrew Fierberg
Elenco: Nicole Kidman , Robert Downey Jr. , Jane Alexander , Emmy Clarke , Harris Yulin
Roterista: Erin Cressida Wilson

domingo, 4 de setembro de 2011

Requiem para Um Sonho



O segundo filme do diretor norte-americano Darren Aronofsky é uma história brutal sobre sonhos despedaçados. Os conflitos de quatros personagens se interconectam, enquanto todos caminham a largos passos em direção à desgraça: Harry Goldfarb (Jared Leto), um usuário de drogas que tem uma idéia genial para revender narcóticos e ganhar uma boa grana; Sara Goldfarb (interpretada pela genial Ellen Burstyn), mãe de Harry e que se torna dependentes de inibidores de apetite, após saber que poderia ser convocada para participar de um programa de TV e tentar emagrecer para caber no seu vestido mais querido; Marion Silver (Jennifer Connelly), namorada de Harry e também viciada; e, por fim, Tyrone C. Love (Marlon Wayans), amigo de Harry e parceiro na transação que pretendem iniciar.
Mantendo a mesma linha de "Pi", Aronofsky investe na psicodelia e numa edição frenética. O filme é repleto de belíssimas tomadas, imersas numa trama de podridão e decadência. Quanto mais lutam para concretizar seus sonhos (de Sara, ir ao programa de TV, e do trio, Harry, Tyrone e Marion, fazer uma gorda poupança), mais eles se arrastam ao fundo do poço, oprimidos pelas contingências e abusos que eles mesmos perpretam.
Apesar do ar underground , "Réquiem Para um Sonho" é um filme bastante realista e uma advertência para aqueles idealistas que crêem que tudo é possível, bastando um pouco de força de vontade. Esta fábula urbana mostra que quanto maior o vôo, maior é a queda e que são poucos os que estão preparados para agüentar quando as horas difíceis chegam.
Cru, forte e real!



Título original: (Requiem for a Dream)
Lançamento: 2000 (EUA)
Direção: Darren Aronofsky
Atores: Ellen Burstyn, Jared Leto, Jennifer Connelly, Marlon Wayans.
Duração: 102 min
Gênero: Drama

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Amores Brutos

Três histórias encontram-se numa colisão de automóvel num cruzamento da capital mexicana, num choque de acasos e destinos, e aqui desembarcam todas as conjecturas acerca desses mesmos acasos e destinos: é a realidade quem sempre pergunta, responde e exemplifica. Três personagens que apenas têm em comum os amores atribulados e a paixão pelos cães (que não passa de mero pano de fundo para enaltecer através dele os problemas sentimentais), envoltos num complexo argumento preocupado em ser o mais chocante possível na aspiração de nos mostrar, sem estereótipos, os campos sociais distintos balanceados entre as luzes da fama e da notoriedade e o submundo urbano. E mesmo diferentes no estatuto que lhes está rotulado, as personagens vivem, sofrem e choram os seus problemas de igual forma, como meros escravos das suas fatalidades.

Esta é a primeira parte de uma trilogia (que inclui “21 Gramas” e “Babel”) e que marca não só a estreia de Alejandro Iñàrritu nas longas-metragens como também o inicio da próspera colaboração entre Iñàrritu e Guilhermo Arriaga (e que iria terminar ainda durante a gravação de “Babel”), o responsável pelo brilhante roteiro que deu vida ao filme. Aqui começa também a constante referência de vários públicos ao estilo utilizado pelo director mexicano nos seus filmes, estilo esse característico de Quentin Tarantino: a narrativa fragmentada, não linear, e a utilização da violência como timbre das cenas fortes são marcas muito próprias do cinema de Tarantino, mas também não deixa de ser claro que estamos perante dois estilos bastante distintos na sua essência e nitidamente provenientes de escolas diferentes.

A violência presente não se remete a entreter ou a fascinar, os diálogos e as situações chocantes não são fragmentos perdidos ou supérfluos, são a resposta à pretensão do realizador em querer fazer um retrato social de uma capital violenta e multifacetada e apresentar nela personagens de elevada profundidade dramática e envoltas numa tensão quase sufocante. O elenco é soberbo, com especial destaque para Gael Garcia Bernal que adquire aqui o merecido reconhecimento internacional, a fotografia inquieta e a “câmara na mão” ajudam a criar um clima de gravidade que, juntamente com a montagem “um só objectivo”, não nos deixa ficar alheios ao sofrimento tão palpável e presente.

Drama realista, gritante, honesto e deveras perspicaz. Um ensaio de Humanidade que encontramos todos os dias na rua disfarçado de Casualidade.

 Vencedor de 11 prémios Ariel, Prémio da Crítica em Cannes e nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.

de http://cineclubeybitukatu.blogspot.com/2010/04/critica-amores-brutos-alejandro-g.html


Titulo original Amores Perros
Gênero Ação,Drama
Ano 2001
Distribuidora Europa
Duração 153 min.
Cor Colorido
Som Dolby Digita














       

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O Casamento de Rachel






O CASAMENTO DE RACHEL, mais recente trabalho do diretor Jonathan Demme (O SILÊNCIO DOS INOCENTES, FILADÉLFIA), é um dos destaques dos Festivais de Veneza e Toronto.
É uma interessante comédia dramática familiar, filmada com estilo e garra de documentarista. Retrata o tal casamento de Rachel (Rosemarie Dewitt), mas não tem a noiva como protagonista, mas a problemática irmã, Kym (Anne Hathaway, dO DIABO VESTE PRADA), que chega à cerimônia saída, em condicional, de uma clínica de reabilitação para alcoólatras. A família e amigos estão reunidos para celebrar um final de semana repleto de música e amor, mas Kym chega para desencadear uma série de problemas como um elemento desagregador, que traz muitos ressentimentos.
Com personagens ricos e ecléticos, uma característica das obras de Demme, O CASAMENTO DE RACHEL trás o retrato de uma família sensível, perceptiva e às vezes hilária com a ajuda de um elenco que tem estrelas como Anna Hathaway (O DIABO VESTE PRADA), Rosemarie DeWitt (A LUTA PELA ESPERANÇA), Bill Irwin (ACROSS THE UNIVERSE) e Debra Winger (TERRA DAS SOMBRAS).
Apesar do papel principal de Anne, o filme exibe uma vocação coral, com o foco espalhado por vários personagens, registrados por uma câmera ágil que lembra a de um documentário. “De fato, busquei esse tipo de linguagem e a experiência como documentarista me ajudou agora na ficção”, disse Demme, vencedor do Oscar com O SILÊNCIO DOS INOCENTES e autor de um filme recente sobre o ex-presidente Jimmy Carter. De acordo com Demme, os dois gêneros devem se fertilizar mutuamente: “Quando se faz a ficção, queremos que pareça real como num documentário; quando fazemos documentários, queremos que emocione, como na ficção.”
Anne disse que gostou do desafio, em sua primeira personagem dark: “Kym tem um caráter obscuro, sombrio, talvez. Mas é muito honesta. Vive todas as suas dificuldades com orgulho e dor. Mergulhei nela. Jamais havia interpretado algo do gênero. Amei estar no centro dessa confusão. Foi difícil e complexo.”
O CASAMENTO DE RACHEL possui forte componente multicultural. O noivo é interpretado pelo ator negro Tunde Adebimpe e a confraternização entre as famílias confere uma conotação inter-racial ao evento.

Por Carlos Helí de Almeida (Jornal do Brasil), Luiz Zanin Oricchio (Estado) e Acessoria da Sony Pictures

• Direção: Jonathan Demme
• Roteiro: Jenny Lumet
• Gênero: Drama
• Origem: Estados Unidos
• Duração: 113 minutos
• Tipo: Longa-metragem

domingo, 4 de outubro de 2009

Dogville





O roteirista de "Dogville" poderia ter escrito um livro, e o fez. Poderia ter produzido uma HQ, e o fez. Poderia ter produzido uma peça de teatro, e o fez. O roteirista de "Dogville" poderia ter feito... E o fez. O roteirista, que não por acaso é também o diretor e o operador de câmera do filme, fez tudo isso em uma única coisa: uma obra de arte. "Dogville" é literatura, é teatro, é HQ, é... Cinema!!! Assim mesmo, com "C" maiúsculo. O filme é dividido em 10 partes, sendo 1 prólogo e 9 capítulos. A trama acontece em um único local, uma cidade pequena dos Estados Unidos chamada "Dogville", situada no fim de uma estrada que vai até as Montanhas Rochosas, na época da grande depressão americana. A quase total ausência de cenários poder assustar os menos avisados no início. O filme começa com uma tomada de cima pra baixo, onde pode-se ver o desenho da cidade, com as marcações dos espaços das casas desenhados no chão. Um narrador vai então apresentando os personagens um por um e contando suas histórias. Não existem casas e apenas algumas peças de mobiliário formam o cenário. Um dos moradores de Dogville é Thomas Edson Jr., um escritor que prolixo e medícre mas tido pela cidade como uma espécie de lider. Nesse momento entra Grace, uma bela jovem com um vestido que denota sua origem de família rica. Ela diz a Tom que está fugindo de um gângster. Os moradores de Dogville a princípio recusam-se a aceitá-la, e Tom propõe que dêem a Grace um prazo de duas semanas, para então decidirem sua sorte. Grace, em compensação, deve ajudá-los em tarefas cotidianas. Apesar de não admitirem, eles jamais dão coisa alguma, não há generosidade ou aceitação: há um sistema de trocas e é esse sistema de compensações que, aliado à personalidade de perdoar de Grace anuncia a tragédia. "Dogville" é um tratado de sociologia também. Segundo a visão do diretor-roteirista-câmera, não existe ninguém bom, não existe o bem sem interesse, não existe a bondade que não seja hipócrita. Apenas talvez o cão, que nada fez ´para contrariar sua natureza animal e permanece o filme todo "preso" em sua corrente. Nos Estados Unidos muitos críticos e espectadores sentiram-se ofendidos, acusando Lars von Trier, que é Dinamarquês, de anti-americano. O som de “Young Americans” de David Bowie e imagens de americanos empobrecidos durante os créditos finais parece ter mexido mesmo na ferida americana. Mas Dogville poderia ser uma cidade em qualquer lugar, em qualquer época. Apesar de Dogville ser situado nos Estados Unidos, todas as filmagens ocorreram em galpão na Suécia com orçamento de Dogville foi de US$ 9 milhões. Trata-se do 1º filme de uma trilogia do diretor Lars Von Trier sobre os Estados Unidos. Os demais filmes são Manderlay (2005) e Washington (2007). Com relação aos atores, o destaque principal é para a atuação belíssima de Nicole Kidman (Aliás, é redudante usar o adjetivo “belíssima” para ela) para e não menos esplendorosa (Outra redundância minha) de Lauren Bacall. Dentre os homens, o destaque é para os veteranos Ben Gazarra e James Can e para Paul Bettany, como o escritor Thomas Edison Jr.. Além é claro de John Hurt, que embora apenas se faça presente como o Narrador da história.
Por Crític'A Barata


Título Original: Dogville
Produção: Vibeke Windelov
Ano de Produção: 2003
Roteiro: Lars Von Trier
País: Dinamarca
Direção: Lars Von Trier
Duração: 178m

sábado, 4 de outubro de 2008

Coração Satânico



Profundamente perturbador, “Coração Satânico” jamais apela para a trilha sonora ou monstros repugnantes que saltam na tela como forma de provocar o medo no espectador. Seu mérito está no excelente roteiro e na firmeza com que Alan Parker conduz a narrativa, utilizando sua categoria como diretor para criar um visual cheio de estilo, levando o espectador a descobrir junto com o protagonista o trágico destino que este inevitavelmente encontrará. Durante esta intrigante jornada, seremos envolvidos por um clima sombrio e macabro, repleto de imagens chocantes e, o que é melhor, presenteados com um final incrivelmente surpreendente.
Em 1955, na cidade de Nova York, o detetive particular Harry Angel (Mickey Rourke) é contratado pelo misterioso cliente Louis Cyphre (Robert De Niro) para encontrar um cantor, conhecido como Johnny Favorite, que sumiu há doze anos. O problema é que quanto mais se aprofunda na investigação, mais confuso Harry fica, envolvendo-se com pessoas estranhas, que curiosamente morrem logo após entrar em contato com ele. Nesta jornada, Harry conhecerá um mundo místico e encontrará um caminho sem volta.
Por Roberto Siqueira
Título original: (Angel Heart)
Lançamento: 1987 (EUA)
Direção: Alan Parker
Atores: Mickey Rourke, Robert De Niro, Charlotte Rampling, Lisa Bonet.
Duração: 112 min
Gênero: Terror