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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Savana Moral - ou Tu, Que Viestes por trás


                                                        





Eu! Auto-Condecorada humildemente como supra-sumo de mim, acabo por não passar de um opaco reflexo do outro, cujo reflexo não passa da embriaguez de um terceiro.
Nauseada pela corrida deste tempo, tenho a sede e cansaço humanos e te mostro minha super-adega de vinhos importados, minha democrática e punk biblioteca e suas filosofias de Harry Potter. Te mostro também que assisto Discovery Channel e acho os hipopótamos mais felizes do que eu!
Tu me pergunta se é a coisa que mais amo, digo que não, pois tu não é coisa. E tu me deves uns Euros, uns beijos e umas flexões.Tenho a fome, mas não tenho I phone.
E antes que Buda morra de tédio, eu penso no mato e penso que mato. Escrava do meu ponto de vista e partida, acredito ser o que tu acha que eu sou!
Acho, no deserto, um poço de água. Mas a sede passou. Sigo sem parar e só a dor de amor me odeia.



                                                                                                       Nanna Carolina Vieira Amarante

terça-feira, 9 de outubro de 2012





       Então, a Deusa pegou sua caneta e me criou.
       Em Sua onipotência, não tinha noção do que fazia, e eu saía como palavras cativas, cantadas uma a uma.
       Por vezes fui verbo, muitas outras substantivo. Busquei me adjetivar mas no geral não passei de pronome.
       Será que o meu fim se dará com o fim de Sua criatividade? Ou será com o fechamento do sentido? Poderá a divina caneta falhar, o papel faltar ou eu ir para um arquivo? E se Ela me amassa, como uma bolinha de papel e vou parar no lixo?
       Não importa agora, enquanto ela me escreve. Saem palavras e fluem emoções. E essa sou eu. Palavra da Deusa, interminada e não revisada. Crua.
       Me pergunto se a Grande mãe escolhe com cautela os versos que escreve. Se há métrica e rima, ou só verborragia e desabafo. E eu, enquanto obra poética divina que se auto lê (ao menos minimamente), temo não perdoar-lhe os erros de linguagem, pois sou dessas que blasfema junto aos críticos.
       Mas não importa. Ou importa de forma mortal, o que dá na mesma.
       Por ora, evito articular meu semi-analfabetismo para a Palavra. E quando sou impelida a imitar o divino e crio, escrevo, vomito significados, estou segura de meus erros, pois sei que eles virão e serão parte do sentido.
     


Nanna Carolina

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Too Much Yang


  • Auge do desenvolvimento tecnológico para meninos: Passa um carro com um som potente, de última geração e dispara os alarmes de diversos carros. Alarmes potentes, de última geração, ao menor suspiro eles piam, assoviam, fazem cavalinho, ligam as sirenes...
  • Já dizia minha avó: Quem dá um presente destes a uma criança, é porque não tem criança em casa.
  • Enquanto isso, o som potente no carro fala sobre sexo absurdo ou sobre violência gratuita. O alarme potente no carro é inútil anti-o-pobre-diabo, que vai bater sua carteira para fumar crack na porta da sua casa. O excesso de carros será um dos fatores que causarão teu estresse crônico...










  • A sinfonia por trás da tua digna indignação irá impregnar sua cabeça o resto do dia. E você também quer tchu, também quer tcha.






Nanna Carolina

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Varrida




Sim, Senhora confusão! 

Tu, que andastes todos esses anos ao meu lado, sem reclamar bons tratos ou velas. 

Tu, que me mostrastes a todo instante a invalidez de meu ego, o descompasso do meu tic-tac e os limites do não-limite. 

No entanto és maldita. Afastas-me do que digo ser eu e do que digo dizer. 

És feia, Dama Caótica, apesar de ser em seus braços que ganho forças. 

O que me dizes me devolve a lucidez genuína, mas tua fala é desafinada e a prefiro calada. 

A certeza da tua vinda não me incomoda mais, reconheço em ti a beleza dos autênticos. 

Seu silêncio não me é mais segredo e não vou chorar por tua cara amarga. 

No entanto, peço que bata à porta antes de entrar. 

Não para que eu me prepare melhor para tua onipresença repentina. Mas para que não me pegues a te adorar em segredo...




Nanna Carolina

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Fim do Mundo




Quem não tem sua  própria versão sobre nosso apocalipse? Com punições divinas, desastres naturais, caos e tudo de ruim que a mente humana pode imaginar, este mítico dia é até esperado por alguns. Com um fundinho de vingança, alguns religiosos já condenaram à danação eterna toda a população humana que não se "preparar" para o fatídico dia. 
Percorre em alguns o sentimento de culpa paralítica de quem se sabe cúmplice dos cavaleiros do juízo final e se intimidam em tentar reverter tamanho espetáculo. Encarando os fatos, todos sabemos que nossa estadia em Gaia não pode ser eterna, pelo simples motivo de as coisas assim o serem. No entanto, o que me preocupa não é esse estrondoso final, mas a qualidade de vida típica dos doentes terminais a que nos submetemos e naturalizamos. O fim do mundo, desta forma, não é mais do que uma misericordiosa eutanásia de uma espécie que já não tem sentido. 
Uma espécie que desaprendeu a cumprir as simples leis deste planetinha azul. Aceitamos "evoluções" que simplesmente não se adaptam sequer às nossas necessidades. Daí o coleguinha Darwin nos fala que, em toda a natureza, são as espécies que melhor se adaptam às leis e ciclos da Terra que sobrevivem. Nós perdemos todo o ritmo daqui, não importa mais se é dia ou noite, se é verão ou inverno, esquecemos o básico sobre a cadeia alimentar em que estamos inseridos, a sobrevivência se tornou uma coisa individual e o grupo que se f..., Humanos odeiam humanos, dividem gênero, raça, castas...
 Qualquer coisa pode desestruturar tudo que entulhamos da dita evolução até aqui. Desastres naturais, choques ideológicos, desesperos em massa, falta de energia elétrica, combustível ou outro vício humano, a descida de um E.T. ou a volta de Jesus. Não estamos, preparados, de fato, para nada.  
Desta forma, o tal do nosso fim me parece uma derrota espiritual da nossa especie, uma inadaptação ao mais simples aliada à uma corrida cega à suposta evolução do Homem.  Enfim, não é à toa que todos anteveem o fim.  


Nanna Carolina

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

12/04/2006


       Hoje tive aula de filosofia e senti um misto de aflição e alívio.
       Afinal, teremos chance de nos livrar da tal queda de Adão sendo tão perturbados?
       Minhas sensações presentes têm um gosto desagradável. Algo como perdas consecutivas de mim. Além destes malditos vícios e esta enorme aceitação para o que me fere. Parece-me uma névoa sã na densa mata destrutiva e louca. Tenho tanto medo das coisas que gosto, que me escondo no fundo do poço e as vejo passar, satisfeita e desesperada. E desta vez não é ensaio, o erro é em si.
       Não sei se tudo isso é causa ou conseqüência da enorme pressão que sinto. Sei que minha única válvula de escape tem sido a anestesia. E quanto mais guerras declaro aos meus espíritos obsessores, mais guerras perco. Daí sou uma escrava, vencida, vendida, escrota. Mas tenho algo tão puro que me dá pânico. Preciso macular-me por inteiro para que eu não sinta essa enorme vontade de ser o que perdi. Libido. Essa vontade nojenta de salvação faz com que eu me apóie nessa ajudinha mascarada, neste passatempo dos todo-bons. Prefiro me dar bem com meus erros, esconder meus gigantes e fugir do casulo novamente, mas tirem de mim esses olhos que nada entendem do que vêem, eu suplico!
       A vida me parece, às vezes, um órgão de prazer que, se não for devidamente estimulado atrofia. Para não precisar amputar minha vida, tenho apostado nos meus sonhos, para ter prazer. Não esses que temos acordados, pois a altura deles depende tanto dos outros, que nem sei se podemos chamar de sonhos... Mas o mundo onírico, onde os papéis que eu cumpro são assumidamente ilógicos e completamente verdadeiros. As pessoas podem ocupar seu devido lugar, ou seja, passageiros do barco furado em comum, e quando acordo, tenho muito mais significados para trabalhar do que em horas de conversa com muita gente. Acho que estou virando uma Eremita.   




Nanna Carolina

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011



Amar é repetir os mesmos gestos com uma curiosidade incrível.

Nanna Carolina

quarta-feira, 26 de outubro de 2011


 Se olharam.
 Não passavam de si mesmos.
 Olharam para o céu e viram auroras.
 Seria o fim da noite ou o começo do dia? 
 O espaço de tempo se faz indizivel... assim como eles, assim como tudo tem sido...


Nanna Carolina

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Magia (1)

       
   Você repete meu nome e me respira fundo. Fazemos amor ouvindo música e nos refazemos conversando, duvidando, morrendo de rir.
       Em seu tempo livre me buscas cegamente, como se sua fome de mim superasse qualquer outra. Pratica meu sequestro  sem pedir resgate.
       Ah! Me esquenta de longe, porque é um tarado!
       Me tira pra dançar, mas não tem música. Sei que é só uma desculpa. Você quer é me beijar toda, seu bruxo! Quer ler nos meus olhos, de novo, que te esperei até agora. Que sabia que viria.
       Me arranha com tua barba e geme comigo. Urra que está aqui. Eu acredito. Aceito.
       Tu és um iniciado. Quantas vezes? Fico tonta, no sentido de embriagada com sua densidade. Não sei por quais portas cheguei aqui, mas agradeço e chamo a isso de felicidade. Você também sabia que eu viria. Somos óbvios.
       E como és bonito, não paro de olhar... Você nota, sorri, fica mais bonito.
       Tão intensos, seus carinhos, que meditamos de paixão enquanto nos beijamos. Meu coração perde a linha, és um desordeiro de mim.
       Lembra quando a gente não se conhecia? Que saudade... Eu te esperando no meu arcano, em Vênus, por cada passagem dolorida pela constelação de Câncer.
       Adoro gozar de tuas intimidades, perambular por trechos e passagens do que está lendo, ouvir qual o gosto teve pra ti o passado e o que espera fazer dele...   Quando me puxas pra seus braços, me sinto mais em casa do que em qualquer outro espaço físico!
       Esse seu apetite de mim parece lhe conferir mais mãos, pois me devoras, antes de tudo, com elas. Enlouqueço. A razão é inútil contigo. É um tolo e me tira do sério. Te perdôo por isso.
       Cigano, me seqüestra de novo, mas desta vez me leva para as alturas. Insano, você existe? Faz que sim com a cabeça, mas está só fingindo de novo.
       Você fala tão gostoso, meu amor. Queria te ouvir e me arrepiar até o orgasmo, mas minha ansiedade não deixa, e te busco mais.
       Adoro seus cabelos molhados. Te dão um ar de menino mal criado. Não que não sejas, meu titã mais doce.
       Quando franze a testa sei que vai falar algo brilhante. Você não pára.
       Frenético, não vê que tenho preguiça? Acha que o mundo acaba amanhã? Tá, eu levanto. Tá, eu vou. Admiro sua capacidade de mexer no meu dial.
       Feiticeiro, domina meus pensamentos, provoca frios e calores no meu ventre, mal que não esconjuro.
       Você não tem medo de me amar e isso me fascina. Faz com que eu perca meus medos, que são muitos, visto que sou humana, existo, temo.
       Mas tens tristezas, ciúmes... Tenho que reconhecer, com maldade, que gosto. Sim, meu amor, sou cruel com você quando quero ser o centro de sua atenção. 
      Agora brincamos de trava-línguas e, desta vez, você é meu prisioneiro. Que vontade de rir que nem boba na rua, todo mundo vendo que você está de paixão. Que vontade de agradecer o mundo por existir e a tudo que nos colocou perto o suficiente para nos farejarmos. Lobo sensual, de olhar desconfiado e risonho.
       Fico cega, surda e flutuante. Acho que o único sentido que funciona na falta de sentido que é estar nos seus braços é o da fera faminta que há dentro de mim. Como um bebê que nasce sabendo mamar, sei apenas te sorver, sem mundo ao redor, em hipnose mágica.
         O que queres me apertando tanto? Mata-me? Funde-me? Torna-me tu? Te amo, te espero.  Te assisto decidir...

Nanna Carolina

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

...

Nanna Doida em Xeque
Mate com cicuta
Deveria fingir que ia
Mas foi
Deveria fingir que era
Mas foi.
Assim sendo
Sendo assim
Pessoa em terceira para si
Duas torres
Cartas de tarô
Que prevêem uma queda
Não de sonhos, mas de chão, de si.
Dois bispos, despojados de espírito, excomungados de si mesmos
Em seus jogos cruzados de interesses piromaníacos de caça às bruxas
Sacrifício solene de  equinos
Para o Deus da Ironia do Destino
Deveria fingir choro ou riso
Mas faz isso sério, doida! Doída.
Rainha só, mesmo com peões intactos e rei prostrado.
Pensa ter liberdade nesses campos, quadriculados de batalha.
Não sabe se mover em L, balé dos que atacam fora da vista.
Cumpriu seus deveres reais, mas não estava vestida de rainha.
Sendo assim, não serve de nada.
Não serve a nada, para não ver ruir torres, bispos incendiários e cavalos mortos.
Deveria jogar, mas finge que joga.

Nanna Carolina

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

...

É, realmente minha vida é um livro aberto. Mas este deixa de ser um defeito quando se encontra um bom leitor.

Nanna Carolina 

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

terça-feira, 19 de julho de 2011



        E o caos reaparece! Creio que se imagina meu amante por vir com tanta fidelidade. Onde será que encaixo esse corpo débil, mesmo que agora sóbrio?
        Tudo acontece no espaço “entre vírgulas”, não vejo mais meu caminho sob meus pés, estou desorientada sobre meu norte.
       Parece que quero vomitar, ou talvez desmaiar, mas sei que haverá melhoras no decorrer do dia. Preciso sarar e conseguir forças para ingerir meus venenos.
       É uma pena que este mundo não dê espaço para lamúrias. Algumas pessoas odeiam me ver escrevendo essas bobagens. Que mundo grosseiro! Vontade de correr e cair no esquecimento. Olhar para esse abismo cinzento com a tristeza como dama de companhia. Andar com ela traz um ar sombrio e respeitoso, mas corrói em desespero.
       Não quero ser específica, mas essa preguiça mortificante está a sufocar meus pobres ares. Meu jardim morreu, mas eu ainda estou viva...
       A felicidade agora é uma lenda, o que vale é o alívio.

Nanna Carolina 

terça-feira, 14 de junho de 2011

  Não consigo me olhar no espelho! Não o que reflete a imagem, mas o que reflete minhas vísceras. Por isso, evito escrever a tanto tempo. Palavras de mim andam doendo até em meus dedos, e a voz da caneta soa rouca, como quem prefere calar.
       Minha velha amiga, a complexidade, se tornou um problema pra mim. Tento perdoá-la. Quem sabe ela só faça tantos labirintos para que eu consiga, enfim, achar graça na simplicidade. Na minha cabeça gritam referências de antepassados que eu preferia silenciar. Mas o que sou ou serei eu, senão referências de antepassados com pulsões evolutivas???
       Se eu pudesse ser um deus, faria pessoas de música e orgasmo. Acho que por sermos tão carentes de qualidades que nós humanos acabamos por aceitar qualquer coisa que se pareça com uma. Esquecemos de transcender. No tubo de ensaio da alma, substancias entram e saem sem causar reação alguma.  
       Às vezes vou ao meu cemitério deixar cravos de defunto a uma menina bobona. Quando dou as costas, escuto baixinho ela rindo do meu medo. Sabe que lacrei minhas entradas e zomba de mim. Se parece tanto comigo, mas nunca sairia correndo sem chorar, como eu.
       Quando volto pra casa e me vejo esperando com um sorriso, não sei se choro ou brigo. Na verdade, nem sei se finjo que dessa vez é diferente. Outra descida às sombras e eu venho com as mãos abanando. Só consigo visitar cemitérios.
       Lá está minha mãe, a menina que vejo no mesmo balanço que ando usando há uns duzentos anos. Quando eu nasci, as coisas tinham até um cheiro diferente. Agora tudo é uma tentativa desengonçada de reviver o passado.  
       Sinto essa vida pesada! Não tanto sobre meus ombros. Tenho privilégios como um tigre raro que foi aprisionado pra fugir da extinção. A me sentir tão incapaz, não me atrevo. Mas há um medo que acimenta, uma densidade nebulosa, que dificulta a visão, uma distância sem ponte entre as pessoas, um padrão absurdo que ninguém segue, mas todos cobram.
       Quando eu viro miúra, me domam, engaiolam e vendem minha pele. Se me faço tornado, me prevêem, fogem, têm medo. Se sou bicho manso, me exploram, me montam e desmontam. Se sou chuva leve, incomodo, agonio, afasto... Adoro quando posso chorar, mas qualquer olho que me vê é como guarda das minhas lágrimas...
       Vejo no meu quarto, agora, muitos vestígios de tudo que eu gosto. Nada inteiro, só o sinal destas existências. São existências que montam meu pesadelo pessoal. Venero pesadelos! Fazem eu me sentir uma legítima temerária, com um medo “real” de algo “irreal”, ou vice e versa. Como a sensação que temos no balanço, um psêudomedo, que vai e vem.
       E agora? A bobona esta aí, grande em proporções e não sabe levar à frente seu legado qualquer. Não sabe ainda fazer como os adultos: desejar menos. Controle, muito controle. Acomodar-se, acostumar-se, aceitar, mandar... Viver a vida juntando conveniências para viver a vida.
       Ah! Coitada da menina, sentada em qualquer calçada. Esperando, quem sabe, amanhã aparecer com algo inesperado. Mas o amanhã é seu inimigo, assim como seu irmão univitelino, e o inesperado é voraz!
           Às vezes a sensação de frio na barriga me é indispensável, por isso me jogo do precipício. Mas também, só me jogo por não saber o que há no fim dele.

Nanna Carolina 

sábado, 15 de maio de 2010

LAGOA ZOO


(BÊBADA)
Tô aqui, com uma dó de mim, porque não sei falar língua de gente. Este tipo de linguajar que exige de mim mentiras, desvelos, e superficialidades infinitamente mais cínicas do que ousaria ser uma ironia pura.
A solitude, opcional ou imposta, dos loucos e dos genuínos.
A genuinidade imposta aos animais opcionais.
A loucura animalesca, opcional aos solitários...
Dá uma dó, que eu não consiga me desnannificar e ir alimentar o ego dos coleguinhas.
Cára-de-pau e falácia! É o que querem de mim.
E no fundo, não importa quem sou, contanto que não os incomode e sirva pra qualquer coisinha.
E eu, acreditando no espetáculo do encontro subjetivo.  No poder de falar de verdade.
Não vivem sem uma novelinha?

Nanna Carolina 

terça-feira, 15 de julho de 2008

...

É preciso, na vida, aprender a ouvir os “Nãos”. E o primeiro passo  é aceitar que quem sabe eu Não aprenda isso.

Nanna Carolina 

sexta-feira, 27 de junho de 2008

...

Escrever. Será que vai me libertar? Ou vai limitar meus pensamentos aos significados das palavras? Escrevo porque quero, ou porque admiro o que leio? Acho que o ser Nanna precisa de folhas brancas para sujar com aquilo que não cabe.
Não cabe no ser, não cabe na garganta, transborda pelos olhos, esvai-se pelos poros. Não cabe na página.


Nanna Carolina 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

...

       Como distinguir a persistência da teimosia antes de saber os resultados? Como sobreviver à esse mundo que emburrece e embrutece em prol da adaptação? Como manter os vícios necessários à virtude? E pra quê? Pergunta-me ou te devoro.
       Este externo é um mundo de justificativas, escolhemos quais nos apetece para nos construir.
       A tormenta não regula sua intensidade. Regula a mim, como marionete, com seus fiozinhos de água a toa.  Insisto no subliminar, genial, transcendente, inconsciente. Mas minhas mãos congelam nesse ponto.
Ah! Também há o mundo.... Então deve-se sobreviver a esse turbilhão de contradições, deve-se triturar os sonhos mesquinhos, e no final não ganhamos nem uma insígnia de herói? E na mais bela e absurda das ignorâncias, optamos pela vida...
       Como pode o homem edificar seu habitat, tão às avessas de si? Quantos guerreiros em prol do insucesso e da inevolução?

Nanna Carolina  

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

...

É por trás da trilha sonora da vida que e eu ouço o famoso desconhecido. O mundo não silencia e os outros insistem em esbarrar nos meus transes com estes malditos olhares. Perderam tudo, menos a certeza. As coisas eternas passam num piscar de olhos e competem com toda a gama do efêmero que usa todos os artifícios para atrair.
Meu fio da meada aguarda. Esperança pra depois. E como diria o Gabriel Garcia Marques, o sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança...

Nanna Carolina 

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Lobo da Estepe

Eis o que me faz o amor me ser tão caro! Abrigo duas (ou mais) Nannas. Uma selvagem, voraz, tarada, rebelde, louca, perigosa... Outra sensível, de coração mole, que usa a razão e o bom senso e gosta de ler, ficar quietinha e conhece a si mesma... Acontece que as pessoas costumam gostar de uma das Nannas têm dificuldades com a outra. Quem gosta da Nanna Tigre não assimila a Nanna Tulipa e vice versa.

Nanna Carolina