terça-feira, 27 de setembro de 2011

Nicolò PAGANINI - Capriccio n°23 - 24 Capricci - Violino: Shlomo Mintz

domingo, 4 de setembro de 2011

Requiem para Um Sonho



O segundo filme do diretor norte-americano Darren Aronofsky é uma história brutal sobre sonhos despedaçados. Os conflitos de quatros personagens se interconectam, enquanto todos caminham a largos passos em direção à desgraça: Harry Goldfarb (Jared Leto), um usuário de drogas que tem uma idéia genial para revender narcóticos e ganhar uma boa grana; Sara Goldfarb (interpretada pela genial Ellen Burstyn), mãe de Harry e que se torna dependentes de inibidores de apetite, após saber que poderia ser convocada para participar de um programa de TV e tentar emagrecer para caber no seu vestido mais querido; Marion Silver (Jennifer Connelly), namorada de Harry e também viciada; e, por fim, Tyrone C. Love (Marlon Wayans), amigo de Harry e parceiro na transação que pretendem iniciar.
Mantendo a mesma linha de "Pi", Aronofsky investe na psicodelia e numa edição frenética. O filme é repleto de belíssimas tomadas, imersas numa trama de podridão e decadência. Quanto mais lutam para concretizar seus sonhos (de Sara, ir ao programa de TV, e do trio, Harry, Tyrone e Marion, fazer uma gorda poupança), mais eles se arrastam ao fundo do poço, oprimidos pelas contingências e abusos que eles mesmos perpretam.
Apesar do ar underground , "Réquiem Para um Sonho" é um filme bastante realista e uma advertência para aqueles idealistas que crêem que tudo é possível, bastando um pouco de força de vontade. Esta fábula urbana mostra que quanto maior o vôo, maior é a queda e que são poucos os que estão preparados para agüentar quando as horas difíceis chegam.
Cru, forte e real!



Título original: (Requiem for a Dream)
Lançamento: 2000 (EUA)
Direção: Darren Aronofsky
Atores: Ellen Burstyn, Jared Leto, Jennifer Connelly, Marlon Wayans.
Duração: 102 min
Gênero: Drama

terça-feira, 19 de julho de 2011



        E o caos reaparece! Creio que se imagina meu amante por vir com tanta fidelidade. Onde será que encaixo esse corpo débil, mesmo que agora sóbrio?
        Tudo acontece no espaço “entre vírgulas”, não vejo mais meu caminho sob meus pés, estou desorientada sobre meu norte.
       Parece que quero vomitar, ou talvez desmaiar, mas sei que haverá melhoras no decorrer do dia. Preciso sarar e conseguir forças para ingerir meus venenos.
       É uma pena que este mundo não dê espaço para lamúrias. Algumas pessoas odeiam me ver escrevendo essas bobagens. Que mundo grosseiro! Vontade de correr e cair no esquecimento. Olhar para esse abismo cinzento com a tristeza como dama de companhia. Andar com ela traz um ar sombrio e respeitoso, mas corrói em desespero.
       Não quero ser específica, mas essa preguiça mortificante está a sufocar meus pobres ares. Meu jardim morreu, mas eu ainda estou viva...
       A felicidade agora é uma lenda, o que vale é o alívio.

Nanna Carolina