sábado, 2 de fevereiro de 2008

O Caçador de pipas- Khaled Hosseini

 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

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       Como distinguir a persistência da teimosia antes de saber os resultados? Como sobreviver à esse mundo que emburrece e embrutece em prol da adaptação? Como manter os vícios necessários à virtude? E pra quê? Pergunta-me ou te devoro.
       Este externo é um mundo de justificativas, escolhemos quais nos apetece para nos construir.
       A tormenta não regula sua intensidade. Regula a mim, como marionete, com seus fiozinhos de água a toa.  Insisto no subliminar, genial, transcendente, inconsciente. Mas minhas mãos congelam nesse ponto.
Ah! Também há o mundo.... Então deve-se sobreviver a esse turbilhão de contradições, deve-se triturar os sonhos mesquinhos, e no final não ganhamos nem uma insígnia de herói? E na mais bela e absurda das ignorâncias, optamos pela vida...
       Como pode o homem edificar seu habitat, tão às avessas de si? Quantos guerreiros em prol do insucesso e da inevolução?

Nanna Carolina  

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

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É por trás da trilha sonora da vida que e eu ouço o famoso desconhecido. O mundo não silencia e os outros insistem em esbarrar nos meus transes com estes malditos olhares. Perderam tudo, menos a certeza. As coisas eternas passam num piscar de olhos e competem com toda a gama do efêmero que usa todos os artifícios para atrair.
Meu fio da meada aguarda. Esperança pra depois. E como diria o Gabriel Garcia Marques, o sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança...

Nanna Carolina 

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

A Cidade do Sol- Khaled Hosseini


terça-feira, 13 de novembro de 2007

Lobo da Estepe

Eis o que me faz o amor me ser tão caro! Abrigo duas (ou mais) Nannas. Uma selvagem, voraz, tarada, rebelde, louca, perigosa... Outra sensível, de coração mole, que usa a razão e o bom senso e gosta de ler, ficar quietinha e conhece a si mesma... Acontece que as pessoas costumam gostar de uma das Nannas têm dificuldades com a outra. Quem gosta da Nanna Tigre não assimila a Nanna Tulipa e vice versa.

Nanna Carolina 

sábado, 15 de setembro de 2007

       Hoje é meu aniversário. Sinto a loucura como convidada para a festa surpresa que preparei pra mim. Estou sem voz e cansada para conseguir falar sobre o que eu deveria saber gritar em ópera. Dou voltas imensas para expressar minha vida. Afinal, ela não é limitada, é infinita.
       NÃO OBSTANTE, quero ser feliz e ter alguma saúde. Não que ninguém mais no mundo  o queira. Todas as mentes deveriam visitar paraísos e delícias para prosseguir a labuta. Mas a minha tem freqüentado o vale das luzes ofuscantes.
       Queria alguma defesa para toda essa tirania a que me imponho. Sem implorar, é claro, se mal aprendi a pedir. Sei bem sucumbir às panes da minha personalidade.
       Será que este foco distorcido das coisas vai me viciar como a todos? Será que vou sempre repetir as perguntas “erradas” às pessoas “certas”?
       De sentimento dopado me sinto bem. A confusão me deixa menos confusa.  

Nanna Carolina 

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

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       As vezes a gente se apaixona por pessoas de mundos diferentes do nosso. Para estar com elas, tentamos nos igualar. Aí mora o perigo: perdemos o itinerário, desconhecemos nosso paradeiro.
       A luta para o retorno é realmente dolorida. O que pensa A Criadora com esse tipo de mecanismo?
       Nós, que no senso comum chamamos isso de amor, acabamos por nos desesperar, blasfemar, suicidar aos poucos, ou aos muitos...
       Há remédio ou vacina?
       Realmente na minha (esta) época ainda se sabe fazer matemática. Usar a razão ta cada vez mais fácil.
         Porém, como não me perder, se há erros mascarados de Verdade, auto-pecado fantasiado com prazeres, tanta nojeira aprendida em casa...

Nanna Carolina 

terça-feira, 21 de agosto de 2007

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Olhando daqui, nós humanos. Tantas objeções, opiniões, reivindicações. Sofreremos em Nietzsche. Nunca saberemos o nosso valor. Algumas pequenas diferenças soam como temperos. O quê mais podemos aprender a não ser?

Nanna Carolina 

quinta-feira, 15 de setembro de 2005

Lei Nº 5672/71

       Formara-se atriz, e era também professora. Tinha um coração enorme e os cabelos pintados de vermelho.
       Ligou para as amigas:
-Vou com vocês.
-Vai?!
       Foi.
       Um luxo que, às vezes, seu curto salário de fundação educacional e sua filha pequena permitiam: viajar com as amigas.
        Carla era sempre muito querida em qualquer programa. Era muito animada, podia ser menina e mulher como por mágica. 
 Chegaram à uma São Paulo chuvosa, deixando pra trás uma Brasília chuvosa. Foram direto para o Bexiga, eram boas de copo.
        Lá pelas tantas, já alta, Carla foi embora. Queria voltar para o hotel e respeitar seu descanso. Foi caminhando pois gostava disso, aceitava seus pensamentos.
       Foi interrompida por um choro embolado. Estava ali, sentada num canto, uma mulher negra, muito magra. Os cabelos, que haviam sido domados por muitas camadas de gel, escapavam, rebeldes, dessas presilhas que a gente vê aos montes nos camelôs.
       Ela chorava bêbada, humilhada. Respondeu, aquela criaturazinha, que acabara de ser expulsa de um daqueles bares finos dali.
        Ela não tinha dinheiro? Sofrera preconceito? Dera algum vexame? Carla não perguntou. Usou sua elegância, vestiu-se em seu blazer, e foi ao tal bar.
       Chamou o gerente, pois sabia que os funcionários pouco ajudariam.
-Pois não, senhora?
-Boa noite! Estava eu em um coquetel com o Ministro Antonio Carlos Jobim, quando minha cliente me ligou alegando que fora expulsa deste recinto sem justa causa!
       O gerente arregalou os olhos. Não imaginaria que aquela senhora bêbada que os seguranças, gentilmente, arrancaram da mesa de um grã-fino, teria condições de pagar por um advogado.
       Para tornar a situação mais verossímil, Carla sacou sua carteirinha do sindicato dos professores e passou rapidamente pelos olhos atônitos do gerente, para mostrar sua suposta identificação e completou:
-Segundo a lei Nº 5672/71 (alguma lei relacionada a educação, que ela lembrava na hora), a minha cliente sofreu preconceito e a penalidade é...
-Não doutora, tenha calma! Aceita um drinque!
-Estou trabalhando! Respondeu, ofendida.
       A senhora humilhada foi recebida pelo gerente, que lhe implorou o perdão, que ela pode dar com uma arrogância nova, gostosa.
       Depois foram tomar uma saideira, para comemorar.  

Nanna Carolina 

sábado, 25 de junho de 2005

Florescer

       É uma menina triste, não coube em suas mãos uma dúzia de flores, então ela caiu entre os humanos. Ela chora, quem sabe suas lágrimas a limpem. Ela brinca, mas já não consegue ser criança...
       Deram-lhe a pedra para pôr no caminho, respiraram seu cabelo de laranja, olharam-na nos fortes olhos perdidos, e ela apenas subiu no seu calendário para espiar através do muro. Mas ainda chora. Olhou de novo para ontem, sorriu de novo entre os porcos, deixou de novo a cabeça pesar sobre o corpo...
Lá vai ela correndo, finge não ver o caminho, sucumbe e cala seus sentimentos. Perde a força, carrega pesos, fica exausta, grita (!) Sua voz é forte e há muito estava encarcerada.
       Ela tirou os sapatos e sentiu a terra e vontade de voar e chamar a chuva. Por alguns instantes, vê-se ela com o corpo deixado num canto., permitindo-se sonhar. O que sonharia, a menina triste? Castelos perfeitos e príncipes encantados? Ou sonharia diferente das meninas felizes?
       Com a voz trêmula, ela canta uma canção e mergulha no próprio ser. Depois de expandir-se ela volta, mas traz consigo uma lança, olha pra todos que esperam (sempre) uma reação. Ela crava a lança no peito
       Espera menina, não faça isso, agora nós te entendemos!!!
       Mas uma serenidade invade seu rosto, e ela dorme, agora com o mesmo sorriso das meninas felizes.

Nanna Carolina 

sexta-feira, 13 de agosto de 2004

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Vergonha.
Tenho suspiros. Chegam cansados.
Medo de rir, meus dentes estão sujos.
Medo de cantar, desafino aos ouvidos em paz.
Medo de seguir, nunca estou certa do caminho.
Um espaço no mundo só pra sentir DESESPERADAMENTE!!! Drogas, entorpecimento.
O furacão se foi e a calmaria me mata, fui mostrando meus braços, aflitos por se algemarem.
A cegueira me invade, e como ardem-me os olhos, que agora refletem o inferno.
Lágrimas de novo, mas com a força de um oceano no cio. Ou como uma bomba.
Bomba? Não sei se meus retalhos de lágrimas podem explodir. Aprenderam somente a retrair-se.

Nanna Carolina 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2004

Era de Aquário- Verão- Constelação de Aquário- Séc. XXI - 23h45min


       Acho que ouço de forma diferente o mesmo que todos estão ouvindo. Invento uma masturbação de ego, invento poses novas para essas mesmas fotos, escarro meus medos para minha voz parecer melhor...
       Alguns transeuntes pensamentos estão sendo barrados pela linha de força. Existe, por fora, uma manifestação qualquer contra o crescimento do meu pé-de-feijão.
       Nem sei que postura tomar na frente de crianças viajando como eu, procurando um néctar alucinógeno para dançar qualquer música. Às vezes, a gente quer que nossos ídolos sejam sempre felizes, mas se fossemos nós os ídolos, sentiríamos o peso dessa cobrança. De certa forma isso pode matar.
       Algumas pessoas precisam de mais dicas para acertar a resposta, e elas odeiam o sacrifício de aceitar ajuda. Eu também... 

Nanna Carolina 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2004

Segunda Freira

       Me sinto cobaia de um deus puto que, além de tudo, eu tenho que puxar o saco, senão ele castiga. Estou com vontade de tomar umas atitudes, mas acho que vou acabar ficando sentada por aqui, olhando esses retratos e tendo recordações. Estou me aprontando para minha crucificação, já me vesti de dor e vou cumprir todo esse ritual sádico que todos gostam tanto de ver. Do lado de cá dos meus olhos de chuva ácida passam algumas poesias, mas acho que essas coisas não combinam com esse mundo. Vejo um monte de pré-defuntos vagando, não são nada além de um pacote pronto, mas, mesmo assim, julgam ter cumprido os “doze trabalhos”. E o mundo fervilhando de pendências.
       Existem coisas que me parecem óbvias e incrivelmente abandonadas. Às vezes sinto saudades de quando eu aprendia a crescer e achava que realmente havia algo depois de virar a esquina. Estou viciada em mundos fictícios de várias formas. Às vezes até me fazer de vítima me faz bem, mas, neste caso, o que impera é sentimento de outro metiê.
       Algumas músicas que ouço me dão uma grande vontade estranha por dentro. Nessas horas percebo as prisões que estou e quais eu gosto. Vejo a força desperdiçada.
       Se o dia que vier não se vingar de mim, vou rir outra vez desse meu medo. Agora sinto uma entrega da minha parte que forma um imenso não ter o que dizer.

Nanna Carolina