sexta-feira, 27 de junho de 2008

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Escrever. Será que vai me libertar? Ou vai limitar meus pensamentos aos significados das palavras? Escrevo porque quero, ou porque admiro o que leio? Acho que o ser Nanna precisa de folhas brancas para sujar com aquilo que não cabe.
Não cabe no ser, não cabe na garganta, transborda pelos olhos, esvai-se pelos poros. Não cabe na página.


Nanna Carolina 

quarta-feira, 25 de junho de 2008

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Aprendendo a Viver- Clarice Lispector

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

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       Como distinguir a persistência da teimosia antes de saber os resultados? Como sobreviver à esse mundo que emburrece e embrutece em prol da adaptação? Como manter os vícios necessários à virtude? E pra quê? Pergunta-me ou te devoro.
       Este externo é um mundo de justificativas, escolhemos quais nos apetece para nos construir.
       A tormenta não regula sua intensidade. Regula a mim, como marionete, com seus fiozinhos de água a toa.  Insisto no subliminar, genial, transcendente, inconsciente. Mas minhas mãos congelam nesse ponto.
Ah! Também há o mundo.... Então deve-se sobreviver a esse turbilhão de contradições, deve-se triturar os sonhos mesquinhos, e no final não ganhamos nem uma insígnia de herói? E na mais bela e absurda das ignorâncias, optamos pela vida...
       Como pode o homem edificar seu habitat, tão às avessas de si? Quantos guerreiros em prol do insucesso e da inevolução?

Nanna Carolina  

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

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É por trás da trilha sonora da vida que e eu ouço o famoso desconhecido. O mundo não silencia e os outros insistem em esbarrar nos meus transes com estes malditos olhares. Perderam tudo, menos a certeza. As coisas eternas passam num piscar de olhos e competem com toda a gama do efêmero que usa todos os artifícios para atrair.
Meu fio da meada aguarda. Esperança pra depois. E como diria o Gabriel Garcia Marques, o sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança...

Nanna Carolina 

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Lobo da Estepe

Eis o que me faz o amor me ser tão caro! Abrigo duas (ou mais) Nannas. Uma selvagem, voraz, tarada, rebelde, louca, perigosa... Outra sensível, de coração mole, que usa a razão e o bom senso e gosta de ler, ficar quietinha e conhece a si mesma... Acontece que as pessoas costumam gostar de uma das Nannas têm dificuldades com a outra. Quem gosta da Nanna Tigre não assimila a Nanna Tulipa e vice versa.

Nanna Carolina 

sábado, 15 de setembro de 2007

       Hoje é meu aniversário. Sinto a loucura como convidada para a festa surpresa que preparei pra mim. Estou sem voz e cansada para conseguir falar sobre o que eu deveria saber gritar em ópera. Dou voltas imensas para expressar minha vida. Afinal, ela não é limitada, é infinita.
       NÃO OBSTANTE, quero ser feliz e ter alguma saúde. Não que ninguém mais no mundo  o queira. Todas as mentes deveriam visitar paraísos e delícias para prosseguir a labuta. Mas a minha tem freqüentado o vale das luzes ofuscantes.
       Queria alguma defesa para toda essa tirania a que me imponho. Sem implorar, é claro, se mal aprendi a pedir. Sei bem sucumbir às panes da minha personalidade.
       Será que este foco distorcido das coisas vai me viciar como a todos? Será que vou sempre repetir as perguntas “erradas” às pessoas “certas”?
       De sentimento dopado me sinto bem. A confusão me deixa menos confusa.  

Nanna Carolina 

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

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       As vezes a gente se apaixona por pessoas de mundos diferentes do nosso. Para estar com elas, tentamos nos igualar. Aí mora o perigo: perdemos o itinerário, desconhecemos nosso paradeiro.
       A luta para o retorno é realmente dolorida. O que pensa A Criadora com esse tipo de mecanismo?
       Nós, que no senso comum chamamos isso de amor, acabamos por nos desesperar, blasfemar, suicidar aos poucos, ou aos muitos...
       Há remédio ou vacina?
       Realmente na minha (esta) época ainda se sabe fazer matemática. Usar a razão ta cada vez mais fácil.
         Porém, como não me perder, se há erros mascarados de Verdade, auto-pecado fantasiado com prazeres, tanta nojeira aprendida em casa...

Nanna Carolina 

terça-feira, 21 de agosto de 2007

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Olhando daqui, nós humanos. Tantas objeções, opiniões, reivindicações. Sofreremos em Nietzsche. Nunca saberemos o nosso valor. Algumas pequenas diferenças soam como temperos. O quê mais podemos aprender a não ser?

Nanna Carolina